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8 de fevereiro de 2021

Destaque/ Inspirações

O poço e a educação da própria personalidade

Assisti o filme “o poço” (The platform) e foi difícil ir até o fim…


Vi a Jessica Miranda (@petit_oiseauu – no instagram) fazer uma live falando das percepções dela sobre o filme, e fui assistir. E ela abriu minha mente sobre “as mensagens” desse filme: uma crítica direta ao socialismo, a meu ver…

A partir de agora começam os spoilers…

Um ponto de partida sobre o filme: a administração(o governo), criou uma dinâmica, onde cada “prisioneiro” passa por vários níveis(de cima, do meio, de baixo, etc), numa prisão que funciona em andares, como um poço mesmo. Todo mundo muda de nível(andar) uma vez por mês.

Mandavam, todos os dias, um banquete muito bem pensado para os prisioneiros, contendo o prato favorito de cada um…bastava que cada um comesse apenas o que precisasse, e nada mais. O banquete ia passando, de plataforma em plataforma, descendo, e cada um poderia comer o necessário…mas, como tudo era meio incerto (onde iriam parar no próximo mês, quais privilégios teriam ou não) todos se desesperavam, comiam compulsoriamente, sem o menor cuidado com o próximo, com quem iria receber o banquete na próxima plataforma.


Isso te lembrou algo? Alguém?

Esse filme me fez engolir uma realidade costumo ignorar no dia a dia: nenhuma administração/governo conseguiria alinhar os problemas sociais, se não educarmos primeiro o povo, a nós mesmos, nossa personalidade!


Os países socialistas, que conseguiram avançar em muita coisa, conseguiram isso sob coação, imposição, medo, multas, e não porque o povo realmente se educou e pensa no próximo.

O banquete saía perfeito da cozinha, com comida pra todos, com o prato favorito de todos, mas, quem estava “por cima”, quem tinha acesso primeiro, não pensava nos que ainda iriam receber “a mesa”…atacavam tudo, pensavam apenas em si mesmos e naquele momento. Como numa pandemia (“aka” covid19), onde as pessoas/empresas são capazes de comprar todo o estoque de álcool em gel (é preciso que o estabelecimento coloque uma regra, uma quantidade por cliente, senão levam tudo e não sobra nada para o próximo), ou papel higiênico, por exemplo. Nem precisa haver uma pandemia: por que os mercados, atacados, etc, precisam colocar uma placa na prateleira dizendo a quantidade máxima de produtos por cliente numa promoção, em dias comuns?

Porque a sociedade não é educada, quer tirar proveito de tudo e não pensam, jamais, no próximo, nos que virão depois, nos que tem menos, etc. Somos incapazes de dividirmos tudo por igual, com gentileza, amor.

O maior problema dos governos, das sociedades, é como educar as personalidades, ativar a consciência das pessoas.

Mas, também penso que o povo está “doente”, avarento, porque não tem. E por não ter, qualquer coisa que lhe apareça nas mãos, ele tem que segurar firme e não partilhar. Tentando prover, ter segurança para o amanhã

Quem divide não conquista, então?! Se pegarmos só o necessário para sobrevivermos, terá para todos?!

Será que a gente consegue? Nossa sociedade pode aprender a partilhar, a pensar no próximo?

Infelizmente, acredito que não! É com tristeza que percebo, até mesmo com o fim desse filme, que não sabemos o futuro, se alguma estratégia(socialismo, capitalismo, etc) trará algum resultado. Porque não sei se as pessoas entendem, percebem que precisamos de mudanças em nós primeiramente.

O filme trouxe confusão para mente de muitos, por isso, temos vários vídeos no youtube tentando explicar o final, o sentido dele…vou deixar aqui o vídeo que a própria Netflix lançou explicando alguma teorias.

Você já assistiu o poço? o que achou, que conclusões tirou?

Vamos educar nossas próprias personalidades?!

Renata Lima.

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