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1 de outubro de 2019

Destaque/ Minha mente

O que você quer ser quando crescer?!

Você lembra dos seus sonhos de infância? o que você respondia quando os adultos te faziam essa pergunta? hoje em dia até acham covardia perguntar isso para uma criança. Eu já acho que perguntamos isso por pura curiosidade, para ver o que eles pensam das profissões, se imitariam os pais, a tia, sei lá…me lembro de algumas das minhas respostas.

Certa vez respondi que queria ser secretária, acho que era pelo que assistia nas novelas e filmes: achava muito “cool” aquelas mulheres bonitas atrás de uma mesa com seus terninhos, atendendo ao telefone, marcando reuniões, recebendo pessoas na empresa…me fazia pensar: quando crescer, serei secretária executiva(até prestei vestibular pra isso). Lembro também que havia um lado meu que amava histórias, livros, criar, escrever…então tive a fase de responder: “Quando crescer, serei escritora”! E daí veio um pouco do meu desejo por estudar jornalismo, poder escrever, contar histórias, me comunicar com o mundo através da escrita principalmente. Outro época quis ser bailarina, só porque dançar me fazia muito bem, me deixava muito feliz, apesar de eu não ter ritmo. Até quis ser advogada também, mas, logo percebi que não usaria todos os meus argumentos para defender meu cliente, mesmo que ele fosse “culpado”(essa foi a impressão que tive do direito quando estagiei com advogados aos 17 anos, hoje acho que não é bem assim, mas, me fez desistir na época). Eu não levo jeito para advogada de qualquer modo.

Minha filha , de 8 anos, já mudou de profissão várias vezes. Já foi veterinária, pediatra, astronauta, cantora, dançarina de hip hop, bióloga(meu favorito)… quero só ver qual vai permanecer com ela quando chegar a hora de se formar, trabalhar , sei lá. Ela tem bastante tempo ainda.

Isso tudo me veio a mente hoje enquanto conversava com minhas amigas sobre nossos sonhos profissionais; tentando entender se é só coisa de criança ou se fica um pouco disso quando nos tornamos adultos. Para mim ficou um pouco sim, acho que sou um mistura dos meus sonhos e brincadeiras profissionais quando criança: eu tô aqui tentando me comunicar através da escrita, aprendendo sobre escrever, trabalhei grande parte da minha vida como secretária, em muitas empresas. E quanto ao meu lado bailarina, já dancei por algum tempo também, não exatamente como profissão, fiz algumas aulas de ballet para me preparar melhor, e dancei com muito amor em algumas “apresentações”, mas, sei que não era boa nisso, apenas era algo muito bom de se exercer.

Lí num livro recentemente, não lembro bem qual, que todos temos um talento, algo para oferecer para a sociedade, agregar valor e ganhar a vida com isso. O autor dizia: “se você ainda não sabe qual o seu talento, aquilo pelo qual você pode fazer diferença no mundo, pense um pouco na sua infância, no que você queria ser quando crescer…na grande maioria dos casos, está aí a resposta”.

Não sei se ele tem razão, não acho que seja “uma ciência exata”, mas, quando parei para pensar, fez um pouco de sentido pra mim; no quesito de fazer o que se ama. Não me sinto do direito de dizer que sou maravilhosa como futura “escritora”, ou como “secretária”, um talento nato e fácil, não é isso. É aquela questão de nem parecer trabalho, profissão…aquela frase clichê: “faça o que ama e não precisará trabalhar nem um só dia de sua vida”.

É nesse ponto que eu queria chegar…

O que você está fazendo? Está difícil sair de casa para o trabalho? é muito “pesado/penoso”? O quanto você gosta/suporta segundas-feiras? Não tô falando que você não pode se cansar(mesmo amando o que faz)e querer pausas/descansos do trabalho. Quero saber se na maior parte do tempo em que está trabalhando, você é feliz, você não percebe o tempo passando, você fica horas a mais porque nem parece trabalho, e você vibra com os resultados, feedbacks do seu esforço…ou pra você tanto faz?! Há propósito no seu “job”? As vezes, nem é o que você faz, pode ser só o local onde você está exercendo, né?!

Essa é a questão maior, pra mim, quando se trata de trabalho. Ninguém fica realmente feliz/satisfeito com um trabalho, se não houver propósito. Me parece algo enraizado na humanidade: porque estou fazendo isso? que impacto isso causa? Não dá pra ser só por dinheiro, nós temos sentimentos, essência, e para mim, algo pelo qual fomos gerados. Uma amiga me falou disso esses dias: “peça para Deus te mostrar, te usar, naquilo pelo qual Ele te fez, e tudo fará sentido. ” E eu concordo muito com ela nesse ponto. A satisfação que sinto em me comunicar com as pessoas, informa-las, ajuda-las, é algo que não posso entender, só sei que não é só questão de ter um salário, vai além. Por exemplo, há pouco mais de um ano, trabalhei numa empresa que tinha valores que me atraíam, uma missão incrível, aquele tipo de lugar que você se sente fazendo a diferença na vida das pessoas, sabe? e isso te empolga, faz com que mesmo você sendo um “simples funcionário”, queiramos dar todo amor e esforço por essa empresa, pelo propósito dela. Principalmente quando essa empresa te faz sentir uma importante parte desse corpo. Como no lugar que trabalho agora também, ver que a visão e os valores dessa empresa é realmente focado no cliente, visando mudar a vida das pessoas, agregar valor ao menos. Vi isso em poucos lugares, a maioria quer apenas lucrar, as informações são falsas, querem tirar vantagens dos clientes, é desanimador. Você pode sim lucrar muito bem com seu produto/serviço, mas, entregue o seu melhor ao seu cliente, seja honesto, e faça com amor. Se for de qualquer jeito, enganando para lucrar, é melhor rever seu sonho/projeto/empresa. Pelo menos é como me sinto.

Como eu poderia passar a maior parte da minha vida (a maior parte do nosso tempo estamos trabalhando, já parou para pensar?) enganando/mentindo? Já trabalhei em locais assim, e sei que muita gente trabalha, muitas vezes por necessidade mesmo. Espero que quem está numa situação dessas, consiga logo algo melhor, um propósito disfarçado de “trabalho”. Espero que você seja tudo que sonhou na sua infância, adolescência, ou o que você sonha agora, depois de adulto. O que você queria ser quando crescer? você ainda quer ser? me conta aí, please!

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Sou tantas, cabe tanto em mim…como me definir?!

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